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Bar Vila Mariana

A opção por abrir um bar fora de bairros clichês como Vila Olímpia, Moema e Itaim não deixa de ser uma aposta: ou a casa pega e monopoliza as atenções na região ou não agüenta o tranco e fecha vapt-vupt. Por enquanto, pode-se dizer que o bar Vila Mariana enquadra-se primeira opção. A casa está lotando com regularidade desde que foi inaugurada, há dez dias (no dia 11 de maio, mais precisamente).

A localização, por sinal, é estratégica: as empresas das redondezas garantem o happy-hour, há um prédio da ESPM (MBA e pós-graduação) entrando em atividade na mesma rua e os moradores curiosos, claro, que querem conhecer o lugar. Até por isso, o público é variado, das mais sortidas idades.

Instalado em um imóvel de esquina construído em 1932, o bar manteve os ares de antigamente mesmo depois da restauração, feitas pelos donos. Repare no belo móvel de madeira escura que preenche quase uma parede inteira da casa.

Não é só no nome que o bar Vila Mariana homenageia o bairro. Embora sem o destaque devido, fotos antigas da região estão expostas nas paredes. São imagens do Matadouro Municipal (onde hoje funciona a Cinemateca), dos bondes e da Dona Mariana de Barros Fagundes, que deu origem ao nome do bairro.

Pequeno, com pouco mais de 100 lugares, o Vila Mariana é tocado por cinco sócios, todos jovens, entre eles Ricardo Leão e Fabio Pardo, donos também do bar Punta Cana (no Itaim Bibi), e Lucas Fisher, um dos proprietários da danceteria Donna.

O cardápio da casa é enxuto, mas com preços bem acessíveis. Entre as porções (que custam entre R$ 5,50 e 13,50), destaque a Calabresa Mariana, servida com pão italiano. Outros opções diferentes são o sanduba de carne louca (R$ 4,50) e o prato mexidão do carreteiro (R$ 12,50), para duas pessoas (picadinho de filé mignon com arroz e farofa de ervas, servido todo misturado; acompanha batata crocante). O chope custa R$ 1,80 e a caipiríssima (limón bacardi, maracujá, morango e kiwi), R$ 5,50. Esta semana, três aquecedores estão chegando para esquentar as 10 mesinhas na calçada.

A casa abre diariamente das 18 horas ao último cliente e não cobra consumação. Não espere, porém, muita agilidade no serviço. Neste quesito, o bar ainda está se acertando.

Bar Vila Mariana (R. Joaquim Távora, 1.322, esquina com R. Áurea, tel.: 539-4887)


Kavern Club

 

Uma caverna pronta para ser explorada. Assim pode ser definida a Kavern Club, casa recém-inaugurada na Avenida Itaquera, zona leste da cidade. O objetivo é levar para a região o glamour das noites do Itaim e da Vila Olímpia, atualmente considerado o eixo principal da noite paulistana. Com três ambientes e capacidade para 1.200 pessoas, o local demorou quase três anos para ser concluído e consumiu cerca de R$ 1 milhão em obras.

Inspirado em expedições arqueológicas e na cultura Inca, o artista plástico Jacinsky conseguiu criar um ambiente próximo de uma gruta verdadeira. No andar de cima há um mezanino; na parte de baixo o espaço é distribuído entre a piscina com cascata, o deck ao ar livre, o bar e a pista de dança, que abriga uma passarela pronta para a realização de desfiles.

As garçonetes também entram no clima "Neanderthal" , compondo o visual que lembra a personagem Pedrita Flintstone dos desenhos animados da dupla Hanna e Barbera. Nas pick ups, lideradas pelo sócio Wagner Baulé - o DJ Guiné - e por Rogerinho, a democracia reina absoluta. Música eletrônica, pop nacional e rock internacional, rap, pagode e axé estão entre os ritmos que procuram conviver pacificamente na pista, com intenção de agradar a clientela também para lá de eclética.

End: Avenida Itaquera, 2208, Jardim Santa Maria


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